“Fotografar é apropriar-se da coisa fotografada. Significa colocar-se em determinada relação com o mundo que se assemelha ao conhecimento — e, portanto, ao poder.” - Susan Sontag

Alexandre Horta e Silva Fotografia

Entre o visível e o indizível, a arte se propõe como desejo.

A fotografia nasce nesse intervalo: do que a vida oferece e do que não consegue conter.

O meu olhar é atravessado pela escuta, pela atenção ao que não chega em palavras.

Não pretendo explicar o mundo, apenas sugerir.

As imagens de Alexandre Horta e Silva surgem de uma relação sensível com o mundo, onde aparições, formas e movimentos convivem entre o nítido e o indefinido. Sua pesquisa propõe pausas e aproximações que permitem ao olhar perceber o que se manifesta apenas no tempo da atenção.

Em
Presenças, emergem corporeidades e gestos que habitam o enquadramento; em Ausências, o que se retira ou silencia adquire presença própria; em Ecos, pequenas reverberações se desdobram; e em Travessias, aparecem deslocamentos e passagens entre diferentes estados e espaços. Em Habitar a Imagem, a relação entre fotografia e ambiente se expande, explorando modos de presença, ocupação e diálogo visual com o espaço vivido.

Suas obras nascem tanto do instante quanto de camadas menos imediatas da percepção, articulando sensibilidade, rigor formal e atmosferas que se revelam aos poucos. Cada fotografia propõe um encontro que se constrói no olhar, convidando a uma experiência atenta e contemplativa.

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